ACOMPANHEM O MEU PROJECTO 365 E OPINEM

sábado, 18 de outubro de 2008

TAIZÉ...


Taizé, lugar mágico…
Talvez um exemplo a seguir. Lugar onde se respira paz, harmonia, fraternidade… Porto de abrigo para muitas pessoas.
Um lugar tão simples que acolher milhares de jovens e onde tudo acontece graças à entrega de cada um.
Com tantas bocas para alimentar, louça para lavar, casas de banho para assear, jardins para aparar, caixotes do lixo para esvaziar, tudo se faz rapidamente, quase imperceptivelmente, porque se todos fizermos um bocadinho, todos nos sentimos bem, como que em casa, todos saímos a ganhar…
Só desta forma temos condições para parar, partilhar, ouvir os outros e ouvir-nos a nós próprios…
Taizé, onde se juntam várias religiões e onde se reza a um só Deus…
Com o partilhar de experiências ajudamos os outros e somos ajudados pelos outros…
Recordar Taizé, é recordar que Deus veio ao mundo para todos, por todos e não só para alguns…
Recordar Taizé, é acreditar que a felicidade é possível e que é muito mais simples de alcançar do que nós julgamos…
Recordar Taizé, é pôr os pés na Terra e recordarmos que não somos senhores do mundo, mas que somos pó e ao pó voltaremos…

Taizé, é em França, mas também pode ser em S. Gonçalinho, em Fátima, no Alentejo, em Aveiro… pode ser em minha casa…

(para ti Luís, grande alentejano, onde estiveres)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Voltar a casa…


O dia chegou ao fim.
Saí da fábrica.
Lá fora o meu carro esperava por mim, sozinho.
Entrei e parei um pouco a olhar a noite antes de rodar a chave. “Está uma noite linda, hoje”, pensei para comigo.
Rodei a chave e fiz-me à estrada. A hora de ponta já tinha passado. Apenas um ou outro carro se cruzaram no meu caminho. Ali apenas eu, o carro, a noite, a estrada e o ruído do motor.
Há dias em que o ruído do motor é a melodia mais bela que se pode ouvir durante o caminho na estrada.
Hoje é sem dúvida um desses dias. Nos últimos dias evito ouvir rádio e ver televisão nas horas das notícias (economia, economia e mais economia; petróleo, petróleo e mais petróleo… – um dia escreverei sobre isto).
Não fosse ouvir mais um desses e decidi ouvir apenas o motor e os pneus a rolar na estrada…
Deixei-me conduzir pelos instintos…
Deixei-me ouvir o que o “silêncio” tinha para me confidenciar…

domingo, 21 de setembro de 2008

O milagre acontece...


Desde o momento em que dois pontos se juntaram o tempo começou a contar.
Desde então os primeiros segundos passaram a minutos, depois a horas, depois a dias, a semanas e já vais com meses de vida…
E aqueles dois pontos iniciais juntaram-se a outros dois, e a outros dois, e a outros dois…
E todos juntos começaram a desenhar linhas…
E todas juntas as linhas começaram a parecer-se com palavras…
E as palavras começaram a juntar-se e estão a escrever uma história…
A história da tua vida…

terça-feira, 16 de setembro de 2008

ENCF 2008


É sempre especial ir a Fátima, e se for no E.N.C.F. mais especial se torna, pois lá a minha vida mudou para sempre…
É um sítio cheio de contrastes…
Desde a calma que consigo respirar no recinto, à agitação de todo o comércio que há à volta.
Desde a buzina dos carros nos parques e ruas em redor, ao suave bater de asas das pombas que passam.
Desde as conversas em surdina dos turistas que passam, às orações ensurdecedoras dos peregrinos que chegam a rezar silenciosamente.
Desde os flash das máquinas fotográficas que nos cegam, às velas acesas à noite que nos guiam.
Ao silêncio da noite ou ao nascer do sol da madrugada, chego-me até Ela e paro…
Por breves momentos consigo parar…
E tem sido tão difícil parar…

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Tudo muda...


Como estas duas imagens me fazem mudar tanto!!
Foi à 5 meses e meio que tive a primeira certeza de que “tu” já não eras “tentativa”… Tu existes!
Sorri… e um interminável número de perguntas me assaltaram o pensamento…
Das mais simples: O teu nome? Qual seria o teu sexo? Sairás à mãe ou ao pai?
Às mais complexas: Como vai ser a tua educação? Como é que te vais integrar na sociedade? Como é que a sociedade te vai acolher?
Cada dia há mais violência, cada dia temos que trabalhar mais para sustentar a casa, cada dia encontramo-nos menos tempo em família… E no meio de tanta confusão vai escasseando o tempo dedicado ao lado espiritual…
No meio do turbilhão de perguntas uma muito importante:
Irei ser um bom pai para ti, e a Liliana uma boa mãe?

Uma promessa comum: Darmos o nosso melhor para te ver feliz…
Como no casamento: “Prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida!”

sábado, 6 de setembro de 2008

Eu

Discreto por princípio, introvertido por consequência, os momentos de furor são rapidamente controlados e repostos por longos silêncios, a roçarem a tristeza…
No passado, momentos de elevada euforia do meu ego levaram-me a um mundo de solidão. Coisas ditas no calor da euforia causaram-me dor e quebraram laços de amizade. Sons (palavras) com um “tamanho”e “peso” que, talvez sujeitos a serem ouvidos no meio do silêncio da cidade, se propagaram pelo eco das ruas desertas e perderam o contexto, e perderam a sua verdadeira essência, e ficaram sujeitos às mais variadas interpretações…
Sem controlo no que dizia e, acima de tudo, no que os outros ouviam, escrevi... Pelo menos não se perdem contextos, não perdem referências, está tudo lá, não há por onde fugir! Ou talvez haja… Noites de uma poesia própria, noites em que o sono tardava e em que a pena não tinha a destreza da mente…
Mas as pessoas a quem dedicava os poemas, por alguma razão, acabavam por se afastar… Da euforia das folhas cheias de palavras, passei ao silêncio ensurdecedor de olhar para uma folha em branco…
E o ciclo vai-se repetindo… E os momentos de silêncio cada vez maiores…
Bipolaridade? Medo? Auto-defesa?
Sou eu e a minha circunstância, e lançamo-nos agora nesta nova etapa…
 

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